25 de novembro de 2010

the last one, i guess

Você se tornou uma tristeza constante.
Você não, sua ausência. Sua ausência está presente aqui, em mim, todos os dias.

-"O que é que te incomoda? O que é que te faz mal?"
-"Nada, eu sinto falta do incomodo"

E você, de carne e osso, se tornou uma lembrança. Você agora é só algo imaterial. Eu tenho medo de esquecer. Esquecer o seu sorriso, a sua voz, as suas palavras. Mas eu já nem sei se seus olhos ainda brilham. Não sei se só está ausente de mim ou se está ausente do mundo. O que te faz sorrir agora? Com quais músicas você chora? Remembering Sunday? E o que você me diria nesse segundo? "Forgive me, I'm trying to find my calling, I'm calling at night"? Mas você não está ligando (em ambos os sentidos). Há noites você não liga. Há dias também. Faz mais de 'poucas semanas' que eu não sei sobre você. E eu acreditei que não ia demorar. As palavras que você deixou foram claras. Trust me when I say just a few more weeks, don't move. Eu não me movi, e hoje essas palavras estão tão apagadas. Tão difícil de ler. Machuca meu olho, machuca mais no fundo. A alma talvez. Numa mistura de músicas, you swear to me you'll never let it die. E o tudo simplesmente virou nada. Com valores pra mim, sem valores pra você. Valores jogados no lixo. Pouco prazo pra recuperar. Mas você não quer ao menos recuperar, e eu estou queimando as memórias. It's driving me crazy. O controle deslizou entre meus dedos e se perdeu no chão. O mesmo chão que eu cai. Quando voltar, não volte feliz. Pergunte antes se eu ainda me lembro.

Funny how it rained all day.